quarta-feira, 10 de maio de 2017

A mentira de má-fé contada: sua alma pro mal sendo levada.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Queria ficar pra sempre acolhida no teu abraço
Sentindo teu cheiro embaixo de um breve mormaço
Se muito te olho, desejo um suspirante amasso
Minha mente sussurra: na dança do amor, esse seria o perfeito passo!

Sinto minhas veias pulsarem
Sinto meus braços arrepiarem
Sinto que você me faz bem
Sinto que essa paixão vai além!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Você faz meu tipo?

Depende!

Fez e ainda faz?
Nunca fez e um dia fará?

Depende!

Me atraiu fisicamente
Me distanciou mentalmente

Me desiludiu pelo andar
Me fez gamar pelo falar

Me fez por meses ficar apaixonada
Me fez em minutos desapegada

Depende!

Sua conversa me mantém viva?
Seu abraço me mantém aquecida?

Depende!

Quero contigo conversar?
Quero teu corpo abraçar?

Depende!

Tô querendo ter alguém?
Ou prefiro sair por aí sem ninguém?

Depende!

Tô numa fase de sossego?
Ou numa fase de desapego?

Depende!

Você faz meu tipo?

Depende!

Se quero, talvez faça!
Se não quero, nunca fará!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Não dê seu tempo a quem não te dá importância
Não dê sua sabedoria a quem não te escuta
Não dê seu amor a quem só quer distância
Não dê sua amizade a quem em tudo vê disputa
Como valer alguma coisa para alguém que não vale nada?

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Aprendi que pessoas usam pessoas, mas odeiam que sejam usadas
Aprendi que palavras, por mais intensas que sejam, podem não significar nada
Aprendi que uma pessoa fria, no fundo, é uma pessoa quente, mas frustrada
Aprendi que uma maldade sincera dói menos que um amor mentiroso
Aprendi que nem tudo são flores, mas também nem tudo são pedras
Aprendi que não se deve confiar naquilo que é dito, e sim naquilo que é feito
Aprendi que a paixão arde, alegra e machuca; o amor só alegra
Aprendi que pessoas valiosas assim são pelo o que são e não pelo o que possuem
Aprendi que um coração limpo é mais bonito que um rosto atraente
Aprendi que a futilidade estraga pessoas
Aprendi que a bondade silenciosa enobrece




domingo, 27 de novembro de 2016

MEDO DE AMAR

Vinícius de Moraes

O céu está parado, não conta nenhum segredo
A estrada está parada, não leva a nenhum lugar
A areia do tempo escorre de entre meus dedos
Ai que medo de amar!
O sol põe em relevo todas as coisas que não pensam
Entre elas e eu, que imenso abismo secular…
As pessoas passam, não ouvem os gritos do meu silêncio
Ai que medo de amar!
Uma mulher me olha, em seu olhar há tanto enlevo
Tanta promessa de amor, tanto carinho para dar
Eu me ponho a soluçar por dentro, meu rosto está seco
Ai que medo de amar!
Dão-me uma rosa, aspiro fundo em seu recesso
E parto a cantar canções, sou um patético jogral
Mas viver me dói tanto! e eu hesito, estremeço…
Ai que medo de amar!
E assim me encontro: entro em crepúsculo, entardeço
Sou como a última sombra se estendendo sobre o mar
Ah, amor, meu tormento!… Como por ti padeço…
Ai que medo de amar!